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O país tem R$ 12 trilhões em imóveis públicos parados e paga para não usar o que já é seu

Postada em 28/07/2026 às 14:34:13
O país tem R$ 12 trilhões em imóveis públicos parados e paga para não usar o que já é seu
Brasil o Pais do faz de conta

O país tem R$ 12 trilhões em imóveis públicos parados e paga para não usar o que já é seu

Enquanto o país discute moradia, escola e hospital, mantém parado um dos maiores ativos que possui.

O patrimônio imobiliário público brasileiro, somando União, estados e municípios, é estimado pelo CIMI360 em cerca de R$ 12 trilhões a valor de mercado atualizado.

Só a União tem 742 mil imóveis, e uma parte relevante está vaga, invadida ou em uso irregular.

O paradoxo: mesmo fechado, esse patrimônio gera despesa.

Os números que sustentam a pauta

Os dados vêm de levantamento do CIMI360 com base no Acórdão nº 160/2024 do Tribunal de Contas da União (TCU) e em números da Secretaria de Patrimônio da União (SPU):

Patrimônio: a União vale entre R$ 1,35 trilhão (TCU) e R$ 1,72 trilhão (SPU); estados somam R$ 800 bilhões e municípios, cerca de R$ 2 trilhões.

A valor de mercado atualizado, a estimativa do CIMI360 chega a R$ 12 trilhões.

2.487 imóveis vagos, 342 invadidos, 720 em utilização irregular e 112 vagos há mais de 30 anos.

17.559 imóveis aguardam regularização e 2.829 são passíveis de destinação imediata, ou seja, poderiam virar negócio ainda hoje.

A conta do desperdício: R$ 62 milhões por ano só em manutenção, contra uma receita de apenas R$ 1,2 bilhão.

Onde há gestão, o retorno é de R$ 20 para cada R$ 1 investido.

O país paga para não usar o que já é seu

"O país paga para não usar o que já é seu.

Cada prédio parado é uma oportunidade urbanística perdida: poderia ser moradia, poderia ser escola, poderia ser hospital", afirma Heitor Kuser, CEO e idealizador do CIMI360.

Onde o problema começa a ser resolvido

A destinação desse patrimônio é a pauta central do Fórum CIMI Imóveis Públicos, dentro do CIMI360, que reúne na mesma mesa quem decide e quem pode executar: TCU, SPU, Emgea, BNDES, Caixa, Ministério das Cidades e ONU-Habitat, entre outros.

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A proposta do setor é prática: abrir convênios de avaliação com corretores, estruturar parcerias público-privadas e fundos imobiliários de imóveis estatais para transformar patrimônio parado em movimento econômico.

"Ninguém avalia o valor real de um imóvel melhor do que um corretor.

Com convênios de avaliação e parcerias com o setor privado, o poder público destrava esse estoque e transforma custo em receita", defende Kuser, que também preside o Instituto Nacional de Desenvolvimento de Imóveis Públicos (INDIP).

Por que o tema esquenta agora

Em ano eleitoral, a destinação dos imóveis públicos entra na disputa política e ganha os holofotes. Do lado do mercado, cresce o interesse internacional: o CIMI360 recebe pela primeira vez no Brasil o congresso da CILA, que reúne 16 países, e projeta mais de 10 mil participantes de 40 nações, muitos de olho justamente nesse mercado trilionário.

Fonte disponível para entrevista

Heitor Kuser é CEO e idealizador do CIMI360 e uma das principais referências do setor no Brasil e no exterior.

Preside o INDIP (Instituto Nacional de Desenvolvimento de Imóveis Públicos), credencial direta neste tema, e é especialista em ativos estressados, com operações que somam mais de R$ 2 bilhões em 180 cidades.

Representa o mercado brasileiro em fóruns internacionais, incluindo o MIPIM, em Cannes. Está à disposição para entrevistas, com dados exclusivos e casos concretos.

Ângulos que o porta-voz pode desenvolver:

O mapa do desperdício: quais imóveis, onde estão e quanto custam parados.

Os 2.829 imóveis com destinação imediata: o que trava e como destravar.

O papel do corretor: avaliação, convênios e parcerias público-privadas.

A leitura política: por que a disputa por esse patrimônio cresce em ano de eleição.

"Não se trata de vender imóveis, e sim de mudar a vida das pessoas", resume Kuser, sobre o lema que orienta o congresso.

 

Fonte: Mercado Imobiliario

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